29/04/2012

20/04/2012

Maningue nice!*

As minhas raízes são africanas. A minha mãe nasceu em Moçambique e só aos 18 anos veio viver para Portugal, os meus pais conheceram-se e casaram lá.
Desde sempre me habituei a ouvir histórias, ouço toda a minha família falar com uma saudade imensa daquele país. Sei que se não tivesse sido a guerra nunca teriam regressado.
Não nasci lá como alguns dos meus primos nem nunca lá fui (apesar de ter muita vontade de conhecer) mas sinto uma ligação especial com aquela terra que se reflecte em objectos que quis ter minha casa: quadros, artesanato, fotografias.


Neste momento estou a ler o "O Anjo Branco" do José Rodrigues dos Santos. Já tinha lido anteriormente outro livro dele e não tinha gostado do tipo de escrita, por isso quando me emprestaram este fiquei reticente mas aceitei porque falava de Moçambique. E só posso dizer que cada vez estou a gostar mais de ler. É divertido, dá-nos a conhecer a história dos portugueses que lá viviam na época de 70 e dos porquês do regresso apressado a Portugal. Estou adorar o reconhecer de palavras que tantas vezes ouço a minha família ainda utilizar, o nome de locais por onde passaram. Já há muito tempo que não gostava tanto de ler um livro, sei que este vai ficar como um dos meus preferidos.
E tenho pena que a maioria dos jovens não saiba como era aquela realidade, nem tenha a noção da importância que teve na vida de tantos portugueses aquele local.

*muito bom em dialecto moçambicano

Geri

13/04/2012

Para ti... (e do quanto é bom que nem imagines que este blog existe...)

Hoje ao entrar em casa lembrei-me de ti, de uma situação que aconteceu, uma brincadeira, uma coisa simples. Nem sei o porquê de me ter lembrado disso mas a verdade é que me lembrei. E cada vez que penso em ti é um bocadinho de mim que morre. 
Por isso evito pensar, evito que as lembranças me assaltem a alma, luto contra as recordações que continuam a permanecer aqui. Porque cada vez que me sinto morrer se torna mais difícil ressuscitar, porque cada vez que percebo que isto ainda aqui permanece é um reabrir da ferida que não vejo forma de cicatrizar.
Tenho saudades tuas, te de ouvir falar, de te ver a sorrir, do teu olhar, tenho saudades das tuas mãos, do teu abraço, do teu cheiro.
Gostava que não, juro que gostava, mas infelizmente continuo a sentir...


Geri

06/04/2012

Bom dia, em que posso ser útil?



Acabei de ver a reportagem que deu hoje na tv sobre o mundo dos call center's e gostei muito. Ficou muito por dizer mas ficou muita coisa dita também.
Gostava que as pessoas tivessem visto a reportagem e tivessem modificado a opinião que têm sobre quem está do outro lado do telefone. Que tivessem mais respeito por quem está a tentar ajudar.
Continua a ser visto ainda por muita gente como sendo um trabalho menor, continua ainda a existir muitas pessoas a maltratar, insultar, rebaixar quem os está atender.
Como foi dito, claro que há bons e maus operadores mas isso não dá o direito de dizerem tudo aquilo que querem.
Gostava que esta reportagem viesse alterar um bocadinho a mentalidade dessas pessoas, que pensassem na realidade que existe do lado de lá, nas dificuldades inerentes ao trabalho que estão a executar, nas limitações que têm e que são obrigados a cumprir. 
Espero que não exista nenhum tipo de retaliação às pessoas que deram a sua opinião sincera na peça, não me surpreenderia se acontecesse (conhecendo a empresa em questão e sabendo de casos reais).
Quero acreditar que o resultado final só seja positivo e que da próxima vez que alguém vos diga "bom dia, em que posso ser útil?" se lembrem que está ali uma pessoa como vocês e que só quer realmente resolver a vossa questão e que se não o conseguir fazer imediatamente é porque não consegue mesmo.


Geri

05/04/2012

Tag da B.

A querida da B. desafiou-me a responder a algumas perguntas às quais já vou atrasada a responder! :)
Quanto às regras e passar o desafio a mais blogguers essa parte vou passar porque a maioria dos que sigo já o fez.
Ora então cá vai:

1 - Qual é a razão do nome do teu blog?
Chama-se assim porque independentemente dos percalços que nos aparecem a vida continua a acontecer.
2 - Qual é a característica que melhor define a tua personalidade?
A frontalidade.
3 - Como te imaginas daqui a 10 anos?
Sinceramente? Tento não pensar nisso.
4 - Neste momento qual é a coisa mais importante para ti na tua vida?
Os meus pais.
5 - Qual é o teu maior objectivo?
Ser mãe.
6 - Acreditas no amor à primeira vista?
Acredito que aconteça mas também acredito que não nos apercebemos nesse momento.
7 - Que tipo de música mais gostas de ouvir?
Depende do estado de espírito, mas habitualmente ouço música mais calma.
8 - Se pudesses viajar neste momento para onde ias?
Holanda.
9 - Como me imaginas?
Uma simpática bem disposta! :)
10 - Tens alguma superstição?
Mais manias que superstições.
11 - Tens algum amuleto da sorte?
Não se trata de um amuleto mas não saio de casa sem o anel de prata que uso no anelar esquerdo.

E aqui está mais um bocadinho de mim (pouquinho porque se aqui pusesse muitas coisas vocês assustavam-se!)   :)


Geri

27/03/2012

O adeus doze anos depois...

Amanhã vai ser o nosso último dia juntos... E isso deixa-me triste...
Quase doze anos de tantas e tantas coisas vividas. Contigo fui muito feliz, muito infeliz, chorei, ri, assistis-te a fins e recomeços, a esperanças e desilusões, a derrotas e vitórias.
Amanhã vou-te trocar por um novo e isso deixa-me triste. E por mais parvo que possa parecer acho que também o sentes!
Ok, um carro é um carro podem dizer-me! Não tem sentimentos, pode lá estar importado com o que quer que seja. Mas eu insanamente penso que sim e custa-me deixar-te.
Estiveste comigo durante uma parte muito importante da minha vida, onde grandes decisões foram tomadas e sei que nunca me vou esquecer de ti.
Parvoíce isto tudo? Para muitos provavelmente é, para mim não concerteza.
Amanhã regresso a casa com outro, com melhor conforto, com melhores características e isso devia deixar-me feliz mas não, sinto-me a perder algo, a trair, com vontade de chorar...
Provavelmente daqui a uns tempos isto já me passou mas hoje e amanhã não... Sei que não...

Geri

25/03/2012

Percebemos que já não temos 20 anos quando...

Uma amiga nos diz que conhece alguém perfeito para nos apresentar e quando perguntamos nome, profissão e idade respondem: "chama-se..., trabalha em... e tem 40 anos!"
O primeiro pensamento foi: " Ui! 40 anos??"
Pois é Geri Maria mete na tua cabeça que 40 anos não está tão longe assim da tua realidade, ok?

Geri

20/03/2012

E mais umas mini-férias se passaram

Mais umas mini-férias de 4 dias cuja dificuldade era decidir entre estar sentada na esplanada ou sentada à beira-mar ou sentada na varanda do hotel como uma vista linda à minha frente, um sol fantástico a aquecer-me a alma e um silêncio que no dia-a-dia não encontro.
Voltar a Peniche 4 anos depois foi o reavivar de emoções, fazer o balanço de tudo e prometer regressar novamente daqui a mais 4 anos.
Há 4 anos atrás fui na pior fase da minha vida, quando ainda nem sabia bem o que me estava acontecer e parecia pairar numa nuvem que me susteve durante um tempo e só me deixou cair passados uns meses. 4 anos depois voltei com outras certezas, com uma outra visão, mas ainda sem ter conseguido encontrar o meu caminho. Aquele onde estarei em paz. 
Quem sabe daqui a 4 anos voltarei com essa paz, com a tranquilidade que há muito ambiciono.
Enquanto isso não acontece amanhã lá regresso aos caos do costume e à rotina de sempre.
Até já...


Geri

15/03/2012

Como começar bem o dia e acabá-lo mal

Hoje o dia começou bem, a tirar sangue para poder vir a ser dadora de medula. Fiquei muito feliz, nunca o pude fazer antes porque não pesava mais de 50kg.
Em compensação terminou "mal", ao chegar a casa e ver uma carta para pagar a contribuição autárquica pela primeira vez. Pensava que os senhores das finanças se pudessem esquecer de mim mas afinal não. Mais uma despesa ai pois é! :(


Geri

07/03/2012

Ao homem da minha vida

Hoje o homem da minha vida comemora mais um aniversário! Hoje o homem que nunca me desiludiu está de parabéns.
Todos o que o conhecem o adoram, todos os que conhecem falam da sua boa disposição, dos seu cabelos brancos que lhe dão um ar de Pai Natal, da sua disponibilidade para ajudar quem precisa.
Ele adora cuidar das plantas de casa, dos animais que cuida com todo o carinho, tem a maior paciência com todas as crianças e elas adoram-no por causa disso mesmo.
Adora pregar partidas e fica com ar de riso a ver as reacções das pessoas. 
Não é de grandes declarações mas há sempre um ramo de flores nas datas especiais.
Nunca me disse que gostava de mim mas sei-o do fundo do coração! Fica embaraçado se lhe dizem que gostam dele mas os seus olhos brilham de felicidade.
As recordações das idas à praia em criança são com ele (ele que detesta praia!), as idas à festa do Sr. de Matosinhos andar nos carrosséis eram com ele, as idas para casa vinda da Ama que tomava conta de mim eram com ele.
Está sempre aqui quando preciso dele, olho para ele e sinto um Amor imenso! Um Amor que parece que nem me cabe no peito.
Ele é especial, é o meu Pai! O homem mais bonito que conheço! Parabéns Paizinho!



Geri

29/02/2012

23/02/2012

O dia em que mais uma história de encantar terminou

Já faz um ano que aconteceu o que escrevi neste post (apesar de eu só ter sabido dias mais tarde) e hoje quando a minha colega mo relembrou eu nem queria acreditar que já se tivesse passado todo esse tempo.
E um ano depois a vida dela continua numa indefinição permanente.
Como se perdoa uma traição? Perdoa-se? Esquece-se? Perdoa-se mas não se esquece? Já fui daquelas pessoas que dizia que quem ama nunca trai mas a vida e os anos vieram-me mostrar que não é tão linear assim. E atenção que eu nunca traí, mas apenas acho que num determinado momento se se conjugar uma série de factores qualquer pessoa pode cair e trair.
A minha colega continua a viver com o marido mas nunca nada voltou a ser igual e sente que não pode continuar assim. Não consegue deixar de pensar no que aconteceu, às vezes no meio de alguma discussão surge a acusação.
Mas pergunta-se diariamente se um erro cometido (mas que durou um ou dois meses) invalida 20 anos de relação. Se se acaba com uma história lindíssima (como a que eles sempre tiveram) por causa de um único erro.
Mas foi um erro que a magoou imenso, um erro que destruiu tudo aquilo em que ela sempre acreditou. E ela não sabe se há hipótese de reconstrução e às vezes nem sabe se quer porque sente que se está a trair a ela própria ao aceitar continuar com ele.
Ouço-a, vou-lhe dando a minha opinião mas também não sei o que pensar. Consigo perceber tudo o que ela sente mas não sei o que faria se fosse comigo.
E sinto-me triste, porque a história de amor deles era das mais bonitas que eu conhecia e há um ano atrás perdi ainda mais um bocadinho a esperança de ainda existirem amores eternos.


Geri

22/02/2012

Hoje por aqui não se comeu carne e por aí?

Em casa dos meus pais segue-se a tradição, quarta-feira de cinzas nada de carne (e eu que janto lá todos os dias cumpro também).
À hora de almoço falava-se disso e ninguém que estava comigo se lembrava sequer desse pormenor.
A conversa seguiu inevitavelmente para a religião, as crenças de cada um e a fé.
Eu sou católica, praticante e se tentar fazer um esforço para me lembrar não há mais ninguém no meu círculo de amigos como eu. Parece que hoje em dia os jovens têm vergonha de assumir que acreditam em Deus ou que vão à missa.
Eu não vou à missa todos os domingos (nem para lá caminho!) mas gosto de ir e sinto-me bem quando vou.
Acredito em Deus e agradeço todos os dias as coisas boas que ele me dá.
Se me perguntarem se não discordo de muitas coisas inerentes à entidade Igreja eu respondo que sim, discordo de muitas mesmo! Revoltam-me imensas coisas e acho que o dinheiro e a riqueza que a Igreja Católica ostenta deveria ser direccionada para aqueles que realmente precisam.
Mas isso não impede que tenha a minha fé e que continue a acreditar no meu Deus. O meu Deus é bom e não concorda com todas essas coisas que estão erradas, o meu Deus não liga a dinheiro nem a bens materiais, o meu Deus não me renega só porque sou divorciada e segundo a Igreja Católica nunca mais poderia comungar na missa, o meu Deus está acima de todas essas coisas.
Por isso sinto-me bem por continuar assim com as minhas crenças, a tentar ser todos os dias melhor apesar de nem sempre o conseguir (claro que não é preciso ser-se católico para fazer isso) e a não ter vergonha em responder, quando me perguntam, que sim eu acredito em Deus!


Geri

21/02/2012

Ai Carnaval Carnaval!

Onde andaste tu?
Pela primeira vez na vida trabalhei numa terça-feira de Carnaval e até que nem foi mau! Apesar de sozinha (como diz um bloguer conhecido: "alguém tem que trabalhar neste país!") o dia passou muito rápido. Além disso, esta data não me diz mesmo nada e a verdade é que não me custou.
Se preferia ter ficado em casa, sim preferia, mas não me caiu nada ao chão por não ter ficado. Não foi o drama, a tragédia e o horror como ouvi tanta gente a queixar-se.
Deixem-se de coisas, pior pior era nem sequer terem trabalho e só o facto de terem um já os devia deixar bem contentes! (pronto o meu mau feitio a vir ao de cima)


Geri


16/02/2012

Mais um miminho da blogosfera



A Gata (com quem me identifico em tantas palavras) presenteou-me com um Selinho, o que muito agradeço e a quem mando um beijinho.
Só tinha como regra oferecer a outros blogues com menos de 200 seguidores mas eu prefiro deixar ao vosso critério e se alguém que me lê tiver vontade de levar esteja à vontade. :)


Geri

14/02/2012

Voltei voltei, voltei de lá. Ainda à pouco estava lá e agora já estou cá.

Foram 4 dias muito bons! Com direito a:

Visitar os pontos turísticos de Lisboa
Pastéis de Belém
Visita à família
Muitas fotos
Pousada da Juventude muito bem localizada
Massagem aos pés devido ao cansaço (obrigada T.)
Muitas gargalhadas
Passeio de teleférico (após pedido de várias famílias e a morrer de medo)
Aumentar a minha paixão pelo Parque das Nações
Responder a um pedido de informação de um desconhecido com uma frase curta e ter como resposta um sorriso seguido de um "és do Norte" (tenho que ver isto do meu sotaque)

Agora é preparar o regresso à correria já amanhã, actualizar-me nos vossos cantinhos e prepara as próximas mini já para o mês que vem.



Geri

10/02/2012

Também mereço!



Estou em contagem decrescente para umas mini mini férias! E que bem quem me vão saber!
Basta que me consiga abstrair do trabalho que cá vai continuar à minha espera e preocupar-me apenas em divertir-me! (e tentar também não pensar que vou estar na mesma cidade que ele)
Vou andar por terras mais a sul a descobrir mais alguns cantinhos da nossa capital da qual gosto muito.
Vá fiquem bem, eu vou fazer por isso!


Geri

01/02/2012

Sabem aquela expressão: "chora que logo menos mi...*"?

Ao que já me enervei hoje, ao que já chorei hoje, acho que hoje vou mi... pouco então.
Trabalho de um mês inteiro deitado fora, recomeçar tudo de novo, pouco tempo para concluir, a sensação que estiverem a brincar com o meu trabalho e a frustração de afinal não ter as coisas encaminhadas devido às novidades de hoje.
Vou dormir para ver se me esqueço deste dia tentando não pensar que dormindo as horas passam ainda mais rápido e não tarda já estarei novamente a acordar e a voltar ao "inferno".



* não coloquei a palavra completa porque não acho uma palavra bonita de se dizer nem de escrever

Geri

27/01/2012

Não é nada bom sinal não senhor....

Mãozinha da Geri

Há dois anos que uso unhas de gel.
Tenho uma fixação por mãos. Adoro reparar nas mãos das pessoas, seja homem ou mulher. Gosto de ver mãos bem tratadas, unhas arranjadas, há quem tenha mãos mesmo bonitas.
Eu pelo contrário, nunca tive mãos bonitas e a culpa é exclusivamente minha. A decisão de colocar unhas de gel não foi por uma questão de vaidade, foi por uma questão de necessidade.
Vou explicar: tenho um vício enorme. Roer as unhas pensam vocês? Também, respondo eu! Mas isso não era o pior! Consegui combater o vício de roer as unhas mas continuei com a parte pior. Roer todas as cutículas à volta das unhas. E não era coisa pouca, roer ao ponto de fazer ferida, de ter chegado ao cúmulo de andar com os dedos todos ligados para me obrigar a parar. Andava sempre com os dedos numa miséria, morria de vergonha das minhas mãos mas era impossível parar. E quando me chamavam atenção era pior, mesmo sabendo que tinham razão detestava que mo dissessem. Já nem sentia dor, tenho pouca sensibilidade na ponta dos dedos pelo que fiz durante anos seguidos. Aliás não me lembro de não o fazer! 
As unhas de gel foi o mal menor, só assim não tenho a tendência de ferrar os dentinhos nos dedos.
Nos últimos dias e como já as tenho há bastante tempo (logo já é quase como se fossem mesmo minhas de tão habituada que estou) tenho vindo a notar que estou a voltar ao mesmo. E isso não é nada bom sinal! Sei que o faço mais quando ando nervosa, quando ando triste e se já nem o gel me está a travar é porque a minha cabeça anda novamente como não devia andar...


Geri